“Pagar na mesma moeda é bobagem, no meu câmbio cédulas de crueldade e deboche gratuitos inexistem”.
(Dalia Hewia)
O adeus da história inexistente Sabe, vc me faz lembrar um poema que esqueci, de uma canção que talvez jamais tenha existido e de um lugar que não estou segura de ter visitado… O tempo passou e com ele implacavelmente levou todas as ilusões, e o que nos resta é nos despedir, a hora é de adeus, o que se escreve é o ultimo poema, é tempo de seguir viagem e olhar para frente. Um dia cansamos de dar braçadas a esmo, de buscar sonhos no nada, de enxergar o bom no inútil. A dor ficou, mas sua latência vai se tornando escassa à medida em que vamos tentando demonstrar sorrisos por ora enferrujados e travados, mas que lá bem adiante de algum modo, se transformam em alegrias sinceras… E o que nos resta meu bem… Uma virada de costas… Uma rosa em um local vivo… Nenhum beijo de despedida.
Marina Adorjan
“E quando a tempestade tiver passado, mal te lembrarás de ter conseguido atravessá-la, de ter conseguido sobreviver.
Nem sequer terás a certeza de a tormenta ter realmente chegado ao fim. Mas uma coisa é certa.
Quando saíres da tempestade já não serás a mesma pessoa. Só assim as tempestades fazem sentido.”
(Haruki Murakami)
“Me visto de música para seguir a vida,
com pés descalços e fitas no cabelo.
Sou menina, sou mulher…
sou o que a vida me permitir.”
“A cada dia nos perdemos um pouco… Estamos nos tornando só lembranças, isto é, se conseguirmos ser lembranças… Pois já estamos no meio do nada…”